
O Brasil chegou a 214,2 milhões de habitantes em 2026, mas o crescimento da população segue desacelerando. A taxa atual é de apenas 0,37% ao ano, abaixo dos 0,39% registrados na medição anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Os dados confirmam o encerramento do bônus demográfico no país — momento em que a força de trabalho começa a encolher e a população idosa cresce de forma acelerada.
Esse cenário pressiona o orçamento federal em duas frentes ao mesmo tempo. De um lado, a previdência social perde quem contribui. Do outro, o sistema público de saúde precisa de cada vez mais recursos para atender os mais velhos. O envelhecimento da população também coloca um teto natural para o crescimento do PIB nas próximas décadas, segundo a reportagem.
A mudança demográfica também reconfigura a divisão de verbas federais. O Tribunal de Contas da União, o TCU, usa os dados populacionais do IBGE para calcular as fatias do Fundo de Participação de Estados e Municípios. As regiões que perdem moradores acabam recebendo menos dinheiro automaticamente. As mais afetadas são as cidades com até 20 mil habitantes, que concentram as maiores perdas proporcionais de população.
Nem os grandes centros escapam. Capitais como Salvador, Natal e Belo Horizonte estão com menos habitantes do que no ano passado. O crescimento se deslocou para Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso, impulsionado pela interiorização da atividade econômica e pela atração por cidades de médio porte. São Paulo e Rio de Janeiro ainda lideram em volume populacional, seguidos por Brasília, Fortaleza e Salvador.
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