
O Banco Central do Brasil estabeleceu novas regras de segurança para o Pix, e elas são de cumprimento obrigatório para todos os bancos, cooperativas e fintechs que fazem parte da rede de pagamentos instantâneos do país. A mudança mais direta para o consumidor é a seguinte: transferências feitas por celular ou computador que nunca foram cadastrados na instituição financeira têm limite de R$ 200 por operação e R$ 1.000 no total do dia. Para fazer movimentações maiores a partir de um aparelho novo ou recém-adquirido, é obrigatório registrar esse dispositivo no aplicativo do banco antes de qualquer transação de valor mais alto. Sem esse cadastro prévio, o limite baixo permanece. A estratégia do Banco Central é atacar diretamente um tipo de fraude que vem crescendo junto com o uso do Pix: criminosos que conseguem credenciais de acesso, como senhas e dados pessoais, mas não têm em mãos o celular físico que a vítima usa habitualmente. Com a trava no aparelho não reconhecido, mesmo que o golpista tenha os dados, ele não consegue movimentar grandes valores. O Banco Central também intensificou os requisitos do Diretório de Contas de Pessoas, conhecido como DICT, e do Mecanismo Especial de Devolução, o MED, com o objetivo de agilizar o bloqueio de contas laranjas usadas para receber dinheiro de fraudes.
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