
O Angus on Dairy está ganhando espaço no Brasil e abrindo uma frente nova entre a pecuária leiteira e a pecuária de corte. A estratégia consiste em cruzar vacas leiteiras com genética Angus para produzir bezerros com maior aptidão para a carne bovina de qualidade, gerando uma renda a mais para as propriedades leiteiras. Segundo Maychel Borges, gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus, o sistema funciona assim: após garantir a reposição necessária do rebanho leiteiro, parte das vacas é inseminada com genética Angus. Os animais nascidos desse cruzamento seguem para sistemas de produção de carne, com maior valor comercial do que teriam na cadeia tradicional do leite. O programa também enxerga potencial para ampliar a oferta de matéria-prima ao Programa Carne Angus Certificada, combinando crescimento de volume com manutenção dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado premium. O tema foi debatido na Agroleite, realizada em Castro, nos Campos Gerais do Paraná, em parceria com a CooperAliança. Na ocasião, foram apresentados cortes como acém, chorizo e ancho, vindos de animais produzidos pelo sistema de cruzamento. Mateus Pivato, diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, destacou que existe espaço para levar a genética Angus a propriedades onde a raça ainda tem participação limitada. O sucesso do sistema, segundo a matéria, depende de planejamento genético, manejo nutricional, sanidade, definição dos acasalamentos e organização da comercialização. Atualmente, o Programa Carne Angus Certificada opera em 13 estados — Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Bahia — com 29 parceiros e 60 plantas frigoríficas em produção.
Fonte: Portal Agroneg.




