
A Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, aprovou por unanimidade na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, a venda da unidade de telefonia fixa da Oi para a Método Telecomunicações. A decisão foi tomada em reunião extraordinária do Conselho Diretor da agência e liberou a transferência de 100% das ações da Oi Serviços Telefônicos S.A., mas com condições obrigatórias.
A venda tinha sido acertada antes mesmo de a Justiça do Rio decretar a falência da Oi. A Método comprou o negócio por R$ 60,1 milhões, pagando à vista depois de vencer um processo competitivo. O pacote inclui telefonia fixa, serviços de tridígito como o 190 e o 193, infraestrutura de torres, manutenção de telefones públicos, base de clientes e contratos com trabalhadores e fornecedores.
Para liberar a operação, a Anatel exigiu que a Método apresente garantias financeiras que comprovem capacidade de manter os serviços, assine um compromisso de não encerrar as operações e entregue um plano de transferência dos recursos de numeração. A empresa ficará sob fiscalização contínua da agência, e também deverão ser observadas as exigências decorrentes da falência da Oi.
Um dos pontos centrais da decisão envolve as chamadas "operadoras de último recurso": empresas obrigadas por lei a oferecer serviços essenciais de telefonia fixa em locais isolados ou carentes, onde nenhuma outra concorrente atua. A Oi tinha compromisso de manter esses serviços até dezembro de 2028 em mais de 7.400 localidades onde era a única operadora. Agora, a Método assume esse dever. Segundo a Anatel, a deliberação garante a continuidade dos serviços de voz e de tridígito nessas localidades, além das obrigações de interconexão para tráfego de voz. Um acordo anterior da Oi, firmado com a Anatel, AGU, TCU e Ministério das Comunicações, previa ainda investimentos de pelo menos R$ 6 bilhões em infraestrutura e conectividade até 2028, cobrindo 10.650 localidades em 2.845 municípios sem alternativa de serviço.
Fonte: Poder360




