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Notícias/SAÚDE03/09/2026· KF News

Água fluoretada é segura e reduz o risco de cárie em até 25%, segundo especialistas e Ministério da Saúde

Uma pesquisa publicada em abril pela revista Nature, envolvendo 16 países — entre eles o Brasil — e 16 mil pessoas, revelou que mais de 30% dos entrevistados acreditam que o flúor na água é prejudicial à saúde. Outros 33% disseram não saber se a afirmação era verdadeira. Os pesquisadores apresentaram afirmações falsas sobre saúde para ver se as pessoas concordavam com elas, e essa crença equivocada sobre o flúor foi uma das que mais apareceu.

O flúor é um mineral encontrado naturalmente no solo, na água e em alguns alimentos. A forma usada na água de abastecimento e em pastas de dente é o fluoreto. Em grandes quantidades, pode causar problemas sérios — como deformidades nos ossos e falta de mineralização nos dentes de crianças. Mas, em pequenas doses, os benefícios são comprovados pela ciência há décadas.

A OMS recomenda a adição de fluoreto à água como forma de prevenir cáries, prática adotada por Brasil, Estados Unidos e Austrália. O odontopediatra Daniel Korytnicki explicou que o número de cáries vem caindo no mundo não porque as crianças estejam comendo menos doces ou escovando melhor os dentes, mas porque as pastas fluoretadas se popularizaram. O flúor reduz o risco de cárie em até 25% e ainda pode ajudar a reverter a desmineralização dos dentes.

O Ministério da Saúde lançou em janeiro a 2ª edição do Guia de recomendações para o uso de fluoretos no Brasil e afirma que consumir água fluoretada é seguro. O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em escala de fluoretação da água. Segundo o Ministério, uma criança de 6 anos precisaria ingerir 143 litros de água de uma vez para atingir uma dose potencialmente tóxica.

Fonte: Drauzio Varella