
Aécio Neves, do PSDB, decidiu mudar de estratégia e vai concorrer ao cargo de senador por Minas Gerais. A decisão surpreendeu o mundo político no estado e agora as campanhas adversárias estão tentando medir o impacto de mais um nome competitivo numa disputa que já estava apertada.
A campanha de Marília Campos, do PT, que lidera as pesquisas, afirmou que não vai mudar de rota. Aliados da petista disseram que a estratégia continua sendo focar no que ela já realizou e manter um discurso propositivo de diálogo, unindo esquerda e centro.
Domingos Sávio, do PL, que já foi aliado de Aécio, avalia que, como cada eleitor escolhe dois nomes para o Senado, lideranças locais podem costurar dobradinhas entre eles em algumas regiões. Sávio acredita ter uma base mais fiel e ideológica, e que candidatos com eleitorado sólido tendem a se beneficiar quando o número de concorrentes cresce.
A campanha de Áurea Carolina, do PSol, disse que o impacto direto sobre ela será pequeno, mas que a direita cada vez mais dividida favorece o campo progressista de forma geral. Carlos Viana, do PSD e candidato à reeleição, preferiu não comentar, enquanto aliados afirmam confiar em suas propostas. Marcelo Aro, do PP, foi procurado pela reportagem mas não respondeu até a publicação.
Fonte: Metropoles




