
O mercado de açúcar manteve trajetória positiva nesta quarta-feira (19), com altas registradas em Nova York, Londres e no Brasil, embora em ritmo mais moderado do que na sessão anterior. Em Nova York, na ICE Futures U.S., o contrato de açúcar bruto para outubro/26 fechou a 17,55 cents de dólar por libra-peso, enquanto março/27 foi a 18,55 cents e maio/27 a 18,13 cents. Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco para outubro/26 encerrou a US$ 542,20 por tonelada, e dezembro/26 fechou a US$ 535,70.
No mercado brasileiro, o Indicador do Açúcar Cristal Branco CEPEA/ESALQ, em São Paulo, registrou a saca de 50 kg a R$ 102,49, alta de 0,22% no dia, acumulando valorização de 12,01% em agosto. Na conversão para dólar, o indicador ficou em US$ 19,82. Já o etanol hidratado em Paulínia (SP) teve leve recuo de 0,06%, sendo negociado a R$ 2.346,00 o metro cúbico, mas ainda acumula alta de 10,14% no mês.
Entre os fatores que sustentam a alta está a preocupação com a Índia, que avalia reduzir tarifas de importação de açúcar para ampliar a oferta interna — o país não realiza compras significativas do exterior desde a safra 2017/18. O cenário climático também preocupa: as monções indianas seguem abaixo da média, e o El Niño eleva os riscos para regiões produtoras como Brasil, Índia, Tailândia e União Europeia.
Segundo Maurício Murici, analista da Safras & Mercado, as estimativas apontam para perdas superiores a 10 milhões de toneladas na produção de Brasil, Índia, União Europeia, China e Tailândia. Com isso, fundos de investimento ampliaram suas apostas de alta, reforçando a valorização observada nas bolsas internacionais. O mercado segue de olho na evolução climática, na moagem de cana no Brasil e nas decisões da política de importação indiana.
Fonte: Portal Agroneg.




