
No dia 6 de setembro de 2018, o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira, que tinha 40 anos na época, durante ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais. A faca atingiu o intestino delgado e o intestino grosso, exigindo cirurgia de emergência no mesmo dia. Desde o ataque, Bolsonaro já passou por mais de 10 internações e diversas cirurgias em decorrência das sequelas.
Um mês depois do atentado, ele foi eleito o 38º presidente da República com mais de 57 milhões de votos — 55,13% no segundo turno contra Fernando Haddad. Em 2022, perdeu a disputa para Lula.
A Polícia Federal concluiu, em dois inquéritos separados, que Adélio agiu sozinho. Foram analisados quatro celulares, um notebook, cerca de 6 mil mensagens, 40 mil e-mails e toda a atividade dele no Facebook. Diagnosticado com transtorno delirante persistente, ele foi considerado inimputável e está internado na Penitenciária Federal de Campo Grande, em unidade de segurança máxima, desde 2018. A internação deve durar até que ele complete 60 anos — hoje com 48, o prazo vai até 2038.
Em setembro de 2025, a 1ª Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar organização criminosa armada que tentou um golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. A condenação transitou em julgado em 25 de novembro de 2025. Após uma série de internações e cirurgias, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária em 24 de março de 2026. A domiciliar foi renovada em julho de 2026, após nova perícia médica.
Fonte: Poder360




