
No 7 de Setembro deste ano, o candidato à Presidência Romeu Zema, do partido Novo, participou de um ato na avenida Paulista, em São Paulo, e fez críticas duras ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Zema disse esperar que a ministra Cármen Lúcia deixe "a consciência falar mais alto do que o espírito corporativista" da Corte.
O candidato atacou diretamente a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do banco Master, e afirmou que os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Gilmar Mendes também fazem parte da "turminha" de Moraes e Vorcaro. "Em qualquer país minimamente civilizado, onde se tem vergonha na cara, um ministro como esse, prestando serviços a um bandido, teria sido expelido, expulso e muito provavelmente encarcerado", declarou Zema.
De acordo com o Poder360, o placar de uma eventual votação no plenário do STF sobre a investigação contra Moraes no caso Master é incerto. Cármen Lúcia é a única ministra cujo voto ainda é considerado indefinido, e a Corte está dividida ao meio.
Depois do ato de Zema, uma segunda manifestação foi convocada pelo senador Flávio Bolsonaro, do PL, candidato à Presidência pelo partido, com os motes "Fora Lula, Fora Moraes" e "É agora ou nunca". Com a divulgação das mensagens de Vorcaro para Moraes, Flávio aumentou o tom das críticas, chamou o ministro de "laranja podre" e o gabinete dele de "gabinete da perseguição".
O ato do 7 de Setembro de 2025 na Paulista reuniu 48.800 pessoas. Quatro dias depois, em 11 de setembro de 2025, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em 2024, Bolsonaro havia reunido quase 60.000 pessoas no mesmo local.
Fonte: Poder360




