
Venezuela e Estados Unidos fecharam um acordo histórico para explorar petróleo juntos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, e prevê o desenvolvimento de 17 campos de petróleo com potencial de 65 bilhões de barris. Os campos estão localizados no Cinturão Petrolífero do Orinoco e na região do lago Maracaibo, segundo a agência Reuters.
O presidente americano Donald Trump afirmou que os EUA vão ter controle majoritário sobre o volume de petróleo do negócio. Ele disse que empresas privadas vão tocar o projeto e que não haverá custo para os contribuintes americanos. Trump, no entanto, não revelou quais companhias vão participar, como será dividido o controle dos campos nem quando a exploração vai começar de fato.
Segundo Trump, o acordo foi negociado pelo secretário de Estado Marco Rubio e pelo secretário de Guerra Pete Hegseth, em articulação com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela. Trump afirmou que o negócio mais que dobra as reservas americanas de petróleo e deve reduzir os preços da gasolina no longo prazo. Parte do óleo poderá ser destinada à reserva estratégica dos EUA e ao abastecimento das Forças Armadas.
O governo venezuelano estima mais de 100 bilhões de dólares em investimentos e uma arrecadação superior a 209 bilhões de dólares ao longo da execução dos projetos. Autoridades venezuelanas ainda devem assinar contratos com as empresas interessadas na exploração.
O impacto do acordo não deve ser imediato. A produção depende da recuperação de campos, redes elétricas, oleodutos, portos e refinarias. O petróleo venezuelano é pesado e exige investimentos elevados, podendo levar anos para alcançar escala comercial.
Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interina da Venezuela depois que uma operação militar americana capturou Nicolás Maduro em janeiro de 2026, levando-o para responder a processos na Justiça dos EUA. Maduro se declarou inocente.
Fonte: Poder360




