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Notícias/SAÚDE13/08/2026· KF News

Vanilina de cigarro eletrônico pode alterar células-tronco de embriões, aponta estudo publicado em revista científica

Um estudo publicado na quarta-feira, dia 12 de agosto, na revista científica Human Reproduction trouxe um alerta sobre a vanilina, substância usada como aromatizante em cigarros eletrônicos. A pesquisa, liderada por Prue Talbot, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, foi feita com células-tronco embrionárias humanas — aquelas que, em condições normais, têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo e dar origem a três grupos celulares que formam órgãos e sistemas.

Nos testes, a exposição à vanilina alterou esse processo de duas formas. Em concentrações mais altas, a substância causou a morte das células. Em níveis mais baixos, fez com que elas perdessem a chamada pluripotência — ou seja, a capacidade de se desenvolver em diferentes tipos celulares — e passassem a formar predominantemente um único tipo de tecido, ligado ao sistema digestivo e respiratório. Segundo a pesquisadora, essas alterações "podem impedir o desenvolvimento normal".

A equipe também descobriu como a vanilina provoca esses efeitos: a substância atua por meio de um canal presente na superfície das células, chamado TRPV4. Quando esse canal foi bloqueado em laboratório, os efeitos da vanilina deixaram de aparecer. O processo inclui a entrada de cálcio nas células, o que altera o funcionamento delas.

Os autores reforçam que os testes foram feitos em laboratório e não envolvem gestantes, por isso não é possível afirmar que o mesmo ocorre no organismo humano. Ainda assim, a equipe defende que o uso de cigarros eletrônicos seja evitado durante a gravidez, principalmente em casos de dificuldade para engravidar ou histórico de perdas gestacionais. Novos estudos são necessários para entender se esses efeitos se repetem fora do ambiente experimental.

Fonte: Metropoles - Saúde