
A Ucrânia está em guerra e o debate sobre a realização de eleições voltou à tona. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que estaria disposto a realizar uma votação caso os Estados Unidos e os aliados europeus de Kiev pudessem garantir a segurança do processo. Donald Trump já havia cobrado eleições antes, inclusive numa entrevista à Politico em dezembro, dizendo que havia chegado o momento de votar.
O país está sob lei marcial desde fevereiro de 2022, quando a Rússia iniciou sua invasão em larga escala, e essa lei proíbe eleições por razões de segurança. A última votação ucraniana aconteceu em 2019. Os combates se estendem por mais de 1.200 km no leste, sul e norte do país, e drones e mísseis russos atingem regularmente cidades distantes da linha de frente.
Os obstáculos logísticos são enormes. Mais de 4,4 milhões de ucranianos estão na União Europeia com status de proteção temporária. Quase 4 milhões estão deslocados dentro do próprio país. Cerca de 1 milhão de pessoas serve nas forças de defesa. E 4,5 milhões de adultos permanecem em territórios ocupados pela Rússia, que controla cerca de 19% do território ucraniano.
O analista político Volodymyr Fesenko disse que seria necessário ao menos um cessar-fogo aéreo como primeiro passo, além de criar do zero uma legislação eleitoral — processo que levaria cerca de seis meses. Analistas também alertaram para o risco de manipulação por parte da Rússia.
Nas pesquisas, Zelensky aparece com cerca de 22% das intenções de voto, Zaluzhnyi com 21% e Fedorov com 13%. As pesquisas indicam que tanto Zaluzhnyi quanto Fedorov poderiam derrotar Zelensky em um eventual segundo turno.
Fonte: CNN




