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Notícias/NEWS02/09/2026· KF News

Trump usa as Ilhas Malvinas como moeda de pressão sobre o Reino Unido em disputa por gastos militares

Donald Trump declarou que os Estados Unidos estão revisando a posição sobre as Ilhas Malvinas, arquipélago administrado pelo Reino Unido e reivindicado pela Argentina. Por enquanto, não houve nenhuma mudança oficial na política americana. Trump não anunciou apoio à soberania argentina e também não disse que Washington vai deixar de reconhecer a administração britânica sobre as ilhas.

O que chama atenção é o momento em que a declaração aparece. Segundo relatos, a possibilidade de alterar a posição americana sobre as Malvinas estaria entre as alternativas consideradas em Washington para pressionar o Reino Unido a aumentar os investimentos em defesa. Um funcionário americano afirmou que nenhuma opção estaria sendo descartada para incentivar uma maior divisão dos custos de defesa entre os aliados.

Em 2025, os países da Otan concordaram em elevar para 5% do PIB, até 2035, os investimentos relacionados à defesa e à segurança. Desse total, pelo menos 3,5% devem ser destinados às necessidades militares centrais da aliança. Os outros 1,5% podem incluir infraestrutura, segurança de redes e fortalecimento da indústria de defesa. Em 2025, o investimento conjunto dos países europeus e do Canadá em defesa cresceu quase 20% em termos reais em relação ao ano anterior. Mesmo assim, Washington quer mais.

As Malvinas foram palco de uma guerra em 1982, quando Argentina e Reino Unido entraram em conflito pelo controle do arquipélago. Os britânicos venceram e mantiveram o controle das ilhas. Em 1965, antes mesmo da guerra, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 2065, reconhecendo a existência de uma disputa de soberania e pedindo negociações pacíficas entre os dois países. Em 2013, um referendo mostrou que 99,8% dos moradores das Malvinas queriam continuar como território britânico ultramarino.

O presidente argentino Javier Milei, aliado próximo de Trump na América Latina, nunca abandonou a reivindicação argentina sobre o arquipélago. Para ele, uma aproximação de Washington com a posição argentina seria uma grande vitória diplomática. Para Londres, seria o contrário: ver um aliado histórico transformar uma questão central para a identidade nacional britânica em instrumento de pressão política.

Fonte: Jovem Pan