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Notícias/NEWS13/08/2026· KF News

Trump tem US$ 46,5 bilhões aprovados pelo Congresso para ampliar muro na fronteira com o México

Donald Trump está tocando a construção do muro na fronteira dos Estados Unidos com o México com muito mais dinheiro e estrutura do que no primeiro mandato. O Congresso americano aprovou US$ 46,55 bilhões dentro de um pacote fiscal em 2025 — quase três vezes o total investido no projeto entre 2017 e 2020. A legislação permite usar o dinheiro não só para levantar paredes, mas também para barreiras secundárias, obras em áreas de rios, estradas de acesso, câmeras, iluminação e sensores de detecção.

Segundo levantamento da Associated Press, o governo já concedeu contratos ou iniciou obras em mais de 600 milhas — cerca de 966 quilômetros — de novos muros, com sistemas de vigilância incluídos. Outras 370 milhas, cerca de 595 quilômetros, têm barreiras duplas planejadas ou em construção. A meta do governo Trump é cobrir pelo menos 1.400 milhas da fronteira, que tem 1.954 milhas no total.

Para efeito de comparação, no primeiro mandato foram instaladas cerca de 458 milhas de painéis, mas 81% substituíram barreiras que já existiam, segundo o GAO, órgão independente de fiscalização do Congresso americano.

O pacote vai além do muro. Inclui US$ 6,17 bilhões para tecnologia e operações de segurança, US$ 4,1 bilhões para contratar novos agentes e US$ 45 bilhões para ampliar a capacidade de detenção do ICE.

As obras, porém, geram sérias controvérsias. No Arizona, uma empresa contratada pelo governo danificou um geoglifo com cerca de mil anos, conhecido como Las Playas Intaglio, em terras ancestrais da Nação Tohono O'odham. O presidente da nação indígena, Verlon Jose, classificou o episódio como uma perda devastadora e completamente evitável. Na Califórnia, líderes Kumeyaay denunciam uso de explosivos em Kuuchamaa, montanha considerada sagrada. No Novo México, a Diocese Católica de Las Cruces foi à Justiça para tentar impedir obras em Mount Cristo Rey, local de peregrinação religiosa. O próprio GAO já documentou, no primeiro mandato, danos a recursos culturais, fontes de água e espécies ameaçadas durante as construções.

Fonte: Jovem Pan