
Donald Trump decidiu entrar em guerra contra o Irã mesmo sendo aconselhado a não fazê-lo por integrantes do próprio governo, incluindo o vice-presidente JD Vance. Segundo a matéria, a decisão teria sido influenciada pelo primeiro-ministro de Israel e pelos chamados neocons americanos.
A guerra foi lançada com quatro objetivos claros: derrubar o regime iraniano, destruir a capacidade nuclear do país, acabar com os programas de mísseis balísticos e romper as relações do Irã com grupos como Hamas, Hezbollah e Houthis. Nenhuma dessas metas foi alcançada.
Sem atingir os objetivos iniciais, o foco da guerra passou a ser a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula 20% de todo o petróleo do mundo. O Irã fechou esse corredor e provocou uma disparada no preço do petróleo no mercado internacional, gerando inflação nos Estados Unidos e em diversos outros países.
Com o prejuízo econômico crescendo, Trump agora quer encerrar o conflito a qualquer custo. Mas o Irã impõe um obstáculo político de peso: Teerã pretende manter o Estreito de Ormuz fechado até as eleições de meio de mandato dos EUA. A estratégia iraniana é criar um ônus político para Trump. Se o presidente perder a maioria republicana na Câmara e no Senado nessas eleições, deverá passar os dois anos seguintes se defendendo de pedidos de impeachment.
Fonte: Jovem Pan




