
Donald Trump afirmou nesta sexta-feira, dia 28 de agosto, que está preparando uma ordem executiva para permitir que pecuaristas e agricultores americanos processem os próprios alimentos, reduzindo a dependência das grandes empresas do setor. Sem citar nomes, o presidente disse que quatro companhias estariam tornando a vida dos produtores americanos "miserável" e classificou o poder dessas empresas como um "monopólio nefasto". Trump não informou quando a ordem será anunciada, mas disse já ter autorizado a elaboração dos documentos legais necessários.
A ofensiva acontece em meio à forte pressão sobre os preços da carne nos Estados Unidos. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o preço de uma libra de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, uma alta de 79% em relação ao início de 2019. O rebanho bovino americano está no menor nível em 75 anos, o que reduziu a oferta e fez os preços subirem. Mesmo sendo um dos maiores produtores mundiais, os EUA precisam importar carne para complementar o mercado interno.
Na quarta-feira, dia 26, Trump assinou uma proclamação ampliando temporariamente a cota de importação de carne bovina em 300 mil toneladas, divididas em três parcelas de 100 mil toneladas cada, com início em 1º de setembro, 1º de outubro e 31 de outubro. As importações extras são de aparas de carne bovina magra, usadas principalmente em carne moída e hambúrgueres. O governo determinará que a carne importada dentro da nova cota seja vendida a pelo menos 25% abaixo do valor de mercado. A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, anunciou que mais novidades sobre o processamento de carne bovina virão a partir de segunda-feira, dia 31.
Fonte: Metropoles




