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Notícias/POLÍTICA25/08/2026· KF News

STF vive divisão interna com ministros Flávio Dino e André Mendonça relatando casos ligados a Dark Horse e Lulinha

O Supremo Tribunal Federal enfrenta mais um momento de racha interno. Desta vez, os ministros Flávio Dino e André Mendonça, que pertencem a alas opostas dentro da corte, tornaram-se relatores de investigações com objetos parecidos e grande potencial de impacto eleitoral: os casos do filme "Dark Horse" e as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.

No caso do "Dark Horse" — filme produzido em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro —, Dino investiga a destinação de verbas de emendas parlamentares para a produtora responsável pela obra. Mendonça entrou no mesmo caso após vir à tona um áudio em que Flávio Bolsonaro cobra dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme. Depois da revelação, Flávio Bolsonaro afirmou estar "100% disposto a apresentar o contrato do filme", mas depois recuou e disse que a relação com a obra é privada.

Nas investigações sobre Lulinha, a Polícia Federal encaminhou três pedidos ao STF. Dois foram distribuídos para André Mendonça e um para Flávio Dino. Como os investigados são os mesmos e os fatos gerais são parecidos, existe a possibilidade concreta de os dois ministros tomarem decisões diferentes sobre o mesmo caso.

A divisão fica ainda mais evidente porque os dois ministros integram turmas diferentes. Dino faz parte da Primeira Turma e Mendonça compõe a Segunda Turma do STF. Como os casos criminais hoje são julgados pelas turmas, e não mais pelo plenário, essa separação aumenta o risco de decisões conflitantes sobre assuntos de grande relevância eleitoral.

Fonte: CNN