
O mercado da soja inicia a semana com sinais de sustentação nas principais referências de preços. A combinação entre demanda global aquecida, dólar valorizado frente ao real e preocupações climáticas nos Estados Unidos mantém os agentes atentos às cotações no Brasil e no exterior.
Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja avançavam nesta segunda-feira (17). Por volta das 7h30, no horário de Brasília, o vencimento de novembro estava próximo de US$ 11,98 por bushel, janeiro em torno de US$ 12,13 e março na faixa de US$ 12,20. O óleo de soja subia quase 1% e o farelo avançava cerca de 0,3%.
Um dos principais fundamentos de suporte ao mercado é a relação entre estoques finais e consumo mundial. Dados do USDA, citados pelo Cepea, mostram que essa relação deve ficar em 33,5% na safra 2025/26, o menor nível desde 2022/23. Para a safra 2026/27, a projeção cai ainda mais, para aproximadamente 32,3%, mesmo com produção mundial maior prevista.
Nos EUA, chuvas fortes atingiram Iowa, Illinois, Indiana e Ohio no fim de semana, com acumulados entre 38 e 64 milímetros e pontos acima de 76 milímetros em algumas áreas. O mercado também acompanha o Pro Farmer Crop Tour, levantamento de campo independente que avalia as lavouras americanas e é comparado às estimativas oficiais do USDA.
No mercado físico brasileiro, os preços variam por região. No Rio Grande do Sul, as referências ficam entre R$ 137 e R$ 151 por saca. No Paraná, entre R$ 139 e R$ 151. No Mato Grosso do Sul, entre R$ 139 e R$ 141. Já em Mato Grosso, os preços ficam entre R$ 133 e R$ 138, com a logística pesando nas margens dos produtores.
Analistas recomendam vendas escalonadas, aproveitando momentos de alta para garantir parte das margens sem concentrar toda a comercialização em uma única decisão. Para a safra 2026/27, fixações antecipadas podem ser avaliadas quando os preços oferecerem margem satisfatória, considerando custos de produção, frete, armazenagem e comercialização.
Fonte: Portal Agroneg.




