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Notícias/AGRONEGÓCIO02/09/2026· KF News

Soja oscila em Chicago após bater maior preço em dois anos e mercado brasileiro enfrenta chuvas e fretes elevados

O mês de setembro começou com o mercado da soja em forte oscilação. Na terça-feira, os contratos futuros em Chicago avançaram mais de 2%, com o contrato de novembro fechando a US$ 13,1775 por bushel e o de janeiro a US$ 13,3275. A alta foi impulsionada pela disparada do petróleo, pelas discussões sobre a política de biocombustíveis dos Estados Unidos, pela piora das lavouras americanas e pela demanda chinesa. Exportadores privados dos EUA confirmaram a venda de 136 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a safra 2026/27. Até 30 de agosto, 58% das lavouras americanas estavam entre boas e excelentes, queda em relação aos 60% da semana anterior.

Na quarta-feira, veio a correção. Com lucros sendo realizados, o contrato de novembro recuava para US$ 12,94 e o de março para US$ 13,25 por bushel. O farelo e o óleo de soja também pressionaram o complexo. Ainda assim, fundamentos como a compra chinesa e a piora das lavouras seguem dando suporte às cotações.

No Brasil, os desafios são vários. No Rio Grande do Sul, chuvas acima de 80 milímetros podem dificultar o plantio. A saca chegou a R$ 148,30 em Ijuí e R$ 160 no porto de Rio Grande. Em Santa Catarina, Abelardo Luz registrou até R$ 159. No Paraná, a produção estimada para 2026/27 é de 22,6 milhões de toneladas em 5,76 milhões de hectares, e o porto de Paranaguá marcou R$ 159. Em Mato Grosso do Sul, o vazio sanitário vai até 15 de setembro, com atenção à ferrugem asiática. Em Mato Grosso, o frete entre Sorriso e Santos, de R$ 280 a R$ 320 por tonelada, pressiona os preços: Sorriso registrou R$ 139 e Rondonópolis, R$ 144. A produção projetada para o estado em 2026/27 é de 48,88 milhões de toneladas.

Fonte: Portal Agroneg.