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Notícias/NEWS25/08/2026· KF News

Shein perde mais de US$ 70 bilhões em valor de mercado e chega ao IPO de Hong Kong avaliada em até US$ 27 bilhões

A Shein, gigante do fast fashion presente no celular de milhões de consumidores, chegou ao seu IPO em Hong Kong avaliada em até US$ 27 bilhões. O número impressiona, mas em 2022 investidores privados chegaram a estimar o valor da empresa perto de US$ 100 bilhões. Ou seja, mais de US$ 70 bilhões desapareceram do valuation da companhia.

A mudança de percepção do mercado tem uma explicação. Por muito tempo, a Shein foi tratada quase como uma empresa de tecnologia que vendia roupas: usava dados para identificar tendências, produzia em pequenos lotes e reagia rápido ao comportamento do consumidor, colocando milhares de produtos no mercado a preços muito baixos. Agora, o mercado passou a fazer a conta aplicada a qualquer grande varejista: quanto ela cresce, quanto ganha e quanto custa continuar crescendo.

A empresa faturou cerca de US$ 41,8 bilhões em 2025, mas o crescimento perdeu velocidade. Ao mesmo tempo, mudanças tributárias e regulatórias em mercados importantes aumentaram a pressão sobre um modelo construído em grande parte sobre pequenas encomendas internacionais, encarecendo justamente o que tornava os preços tão baixos.

O Brasil ilustra bem esse desafio. Em 2023, a Shein anunciou a intenção de transformar o país em uma importante base de produção, com 2 mil fabricantes locais e cerca de 100 mil empregos até 2026. Segundo a Reuters, a rede chegou a 336 fábricas antes de a empresa tornar a estratégia mais seletiva. No mesmo período, o marketplace da plataforma avançou e já reunia cerca de 45 mil vendedores locais no início deste ano, sinalizando uma possível mudança de rumo: depender cada vez mais de vendedores locais em vez de importar pequenas encomendas da Ásia.

Fonte: CNN