Rádio Melodia Europa

Notícia

NEWS

Notícias/NEWS22/08/2026· KF News

Sequência de terremotos no mundo não indica aumento da atividade sísmica, dizem pesquisadores

Vários terremotos de grande magnitude foram registrados em diferentes regiões do mundo entre junho e agosto de 2026, gerando preocupação sobre um possível aumento da atividade sísmica global. Pesquisadores, no entanto, garantem que não há evidências de que isso esteja acontecendo.

Em 24 de junho de 2026, a Venezuela registrou dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 com poucos segundos de diferença. No final de julho, um tremor de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão. Em 10 de agosto, a Colômbia foi sacudida por um abalo de 7,4. Cinco dias depois, um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a ilha de Flores, na Indonésia. A região de Granada, na Espanha, também registrou tremores menores em agosto. No dia 20 de agosto, o Peru foi atingido por um terremoto de magnitude 7,2.

Apesar da proximidade das datas, os eventos ocorreram em contextos tectônicos distintos. Os cientistas explicam que o mundo registra, em média, cerca de 16 terremotos de magnitude 7 ou superior por ano, o equivalente a aproximadamente um a cada três semanas. Períodos com vários eventos grandes podem ser seguidos por outros mais tranquilos, sem que isso represente uma mudança na frequência global.

Terremotos podem ter relação entre si quando ocorrem próximos geograficamente. Após um grande tremor, é comum o registro de réplicas, pois a ruptura inicial modifica as tensões nas rochas ao redor. No caso da Venezuela, os dois tremores de junho são um exemplo do que os cientistas chamam de pares sísmicos, explicados pelo fenômeno da transferência de esforços de Coulomb. Esse efeito, porém, diminui rapidamente com a distância e não serve para explicar tremores em outros continentes.

A sequência recente ganhou mais atenção porque vários dos tremores atingiram áreas habitadas. Os registros, portanto, não indicam o início de uma "temporada de terremotos". A Terra continua tectonicamente ativa, mas sem aumento global da atividade sísmica, segundo os pesquisadores.

Fonte: Poder360