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Notícias/AGRONEGÓCIO02/09/2026· KF News

São Paulo concentra 80% da produção brasileira de lichia e amplia exportações para a Europa

São Paulo consolidou sua posição de líder nacional na produção de lichia, respondendo por cerca de 80% de tudo que é colhido no Brasil. O cultivo está concentrado no sudoeste paulista, no Alto Vale do Paranapanema, que se tornou o principal polo produtor da fruta no país.

O município de Itaí ocupa o primeiro lugar no ranking nacional, com aproximadamente 170 hectares de pomares em expansão. Paranapanema aparece na sequência, com cerca de 20 hectares cultivados. A expectativa é que a área plantada na região ultrapasse 200 hectares já na próxima safra.

Um dos principais diferenciais da lichia paulista é o período de colheita, que vai de dezembro a fevereiro. Enquanto a China, maior produtora mundial, concentra a safra no meio do ano, o Brasil abastece o mercado europeu justamente durante as festas de Natal e Ano-Novo, quando a demanda pela fruta é maior. Segundo o engenheiro agrônomo Euvaldo Neves Pereira Junior, chefe da CATI Regional Avaré, essa janela permite exportar a preços muito competitivos. Atualmente, há pedidos que podem alcançar 150 toneladas de lichia destinadas exclusivamente à exportação.

O clima da região também favorece o cultivo: inverno seco e frio, sem geadas frequentes, altitudes entre 600 e 700 metros e verões quentes e chuvosos criam condições ideais para a produção. Outro atrativo é a longevidade das plantas — as lichieiras podem permanecer produtivas por períodos que variam de 30 a 300 anos, reduzindo a necessidade de renovar os pomares com frequência.

A variedade Bengal ainda é a mais cultivada em São Paulo, mas os produtores de Itaí já trabalham com outras sete variedades. A fruta também é comercializada congelada, desidratada e liofilizada, e os agricultores ainda exploram produtos como aguardente de lichia e mel produzido a partir das flores da planta, ampliando as fontes de receita e reduzindo perdas após a colheita.

Fonte: Portal Agroneg.