
A safra nova de trigo começou a avançar no Brasil, mas o mercado ainda não registrou uma queda geral nos preços. Até o dia 21 de agosto, a colheita tinha atingido cerca de 6,7% da área cultivada nos oito principais estados produtores, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab. O estágio inicial dos trabalhos ainda limita a oferta disponível da safra nova.
No Paraná, apenas 1% da área havia sido colhida até essa data, enquanto 93% das lavouras estavam em boas condições. O preço do trigo no estado ficou próximo de R$ 1.480 por tonelada. Nos Campos Gerais, as indicações variaram entre R$ 1.400 e R$ 1.450 por tonelada, conforme o período de entrega. No Norte do estado, os valores para setembro ficaram próximos de R$ 1.400 por tonelada. Segundo o analista Elcio Bento, da Safras & Mercado, a confirmação de boa produtividade e qualidade dos grãos poderá intensificar a pressão de baixa sobre os preços no Paraná.
No Rio Grande do Sul, o trigo disponível de qualidade normal foi negociado em torno de R$ 1.350 por tonelada, e o de padrão superior alcançou até R$ 1.400. Para a safra nova, as indicações ficaram próximas de R$ 1.260 por tonelada no porto. O excesso de chuvas, a nebulosidade persistente e a baixa incidência de sol aumentam o risco de doenças e podem comprometer o rendimento e a qualidade industrial dos grãos gaúchos.
No mercado internacional, o trigo argentino estava cotado próximo de US$ 250 por tonelada. O dólar ao redor de R$ 5,15, porém, reduz parte do impacto dessa valorização nos custos de importação, tornando o trigo estrangeiro mais competitivo frente à produção nacional, segundo Bento.
Fonte: Portal Agroneg.




