
A reunião de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal na tarde desta quinta-feira (13/8) terminou sem nenhum acordo sobre o empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito ao Banco de Brasília. O encontro foi marcado por tensão: o ministro Luiz Fux precisou intervir quando o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, tentou rebater informações do FGC com um tom mais ríspido. Fux deixou claro que o espaço era de mediação, não de confronto.
O Governo do Distrito Federal reclamou de inércia do FGC por dois meses após a homologação de um acordo anterior. Em resposta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou qualquer omissão e afirmou que o BRB enfrenta um problema grave "de origem criminosa", gerado pelo próprio GDF, que "tem que ser tratado pelos responsáveis."
Durigan também contestou a afirmação do GDF de que as contas do DF melhoraram e atingiram índice A na Capacidade de Pagamento (Capag). Para ele, a Capag "piorou" e, "em nenhuma hipótese, essa Capag seria A do GDF."
O advogado-geral da União substituto, Flavio José Roman, reforçou que a AGU é contra o aval da União ao empréstimo, argumentando que isso transformaria um problema local do Distrito Federal em um problema nacional, onerando todos os contribuintes brasileiros.
O FGC, por sua vez, informou que o BRB não apresentou os balanços referentes a 2025 e ao primeiro semestre de 2026, dados essenciais para analisar o pedido. Sem esses documentos, o fundo disse que não consegue confirmar se o valor solicitado é suficiente para garantir a continuidade do banco.
O GDF acionou o STF em maio de 2026 para viabilizar o empréstimo e evitar a quebra do BRB. Desde então, duas audiências de conciliação foram realizadas, mas as partes ainda não fecharam acordo diante da resistência dos bancos e do FGC quanto às contragarantias oferecidas pelo governo local.
Fonte: Metropoles




