
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, defendeu nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2026, o uso de um "regime de exceção em favelas" para retomar territórios dominados por organizações criminosas. A declaração foi dada em sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos.
Renan afirmou que acionaria o Estado de Defesa nessas regiões e que seguiria o modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, no combate às gangues. Segundo ele, o Brasil vive uma guerra contra o crime organizado e cerca de 40 milhões de pessoas estão direta ou indiretamente sob influência de criminosos. O candidato prometeu recuperar as áreas controladas por facções em até 1 ano.
Na área prisional, Renan anunciou um investimento de R$ 6 bilhões para a construção de 10 presídios, cada um com capacidade para 30 mil a 40 mil presos, o que representaria entre 300 mil e 400 mil novas vagas. O Brasil tem atualmente mais de 1.500 estabelecimentos prisionais, sendo apenas 5 de segurança máxima, segundo o Sisdepen.
Renan foi o 3º presidenciável sabatinado pela Globo na semana, após Romeu Zema, na segunda-feira, e Ronaldo Caiado, na terça. Ainda serão entrevistados Lula, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury. O 1º turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026. Aos 42 anos, Renan é empresário e um dos fundadores do MBL, criado em 2014. O partido Missão, pelo qual concorre, foi criado em 2025.
Fonte: Poder360




