
A senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da MP da taxa das blusinhas, afirmou nesta sexta-feira (28/ago/2026) que vai avaliar a possibilidade de incluir mecanismos de compensação para empresas no texto da medida provisória. A declaração veio após a CNI, a Confederação Nacional da Indústria, alertar que a taxa poderia colocar empregos em risco. Leila disse que pretende preservar o texto original, mas que algumas das 112 emendas apresentadas podem ser incorporadas ao relatório. Ela se reuniria ainda nesta sexta, às 15h, no Palácio do Planalto, com lideranças do governo e a equipe técnica, e passaria o fim de semana analisando as sugestões.
O cronograma de tramitação prevê a apresentação e votação do relatório na comissão mista na segunda-feira (31/ago), votação no Plenário da Câmara na terça (1º/set) e no Plenário do Senado na quarta (2/set). A MP precisa ser aprovada até 8 de setembro de 2026 para não perder a validade.
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), presidente da comissão mista, defendeu a manutenção da isenção para compras internacionais de até US$ 50. Ele lembrou que, a partir de 2027, o sistema tributário passará por mudanças com a implementação do cashback e do IVA sobre compras e importações.
A taxa das blusinhas foi criada em 2024. Em 2025, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com o Imposto de Importação sobre encomendas internacionais, ante R$ 2,88 bilhões em 2024, mas o número de encomendas caiu de 187,1 milhões para 165,7 milhões. O governo revogou a taxa em maio de 2026 e editou a MP que zera o imposto para compras de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress participantes do programa Remessa Conforme.
Fonte: Poder360




