
Em 18 safras do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja (DNMP), promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), a produtividade do campeão nacional saiu de 82,8 sacas por hectare, na edição de 2008/09, para 156,13 sacas por hectare, na safra 2025/26 — um crescimento acumulado de 87,6%. No mesmo período, a média brasileira de produtividade cresceu 40,5%, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O CESB foi criado em 2008 por profissionais do agronegócio com a meta inicial de alcançar 100 sacas por hectare, número considerado distante na época, quando a média nacional girava em torno de 44 sacas. Essa barreira foi superada já na segunda edição do desafio, em 2009/10, quando o campeão colheu 108,4 sacas por hectare.
Os recordes foram avançando ao longo dos anos. Na safra 2014/15, o vencedor produziu 141,8 sacas. Em 2016/17, o resultado chegou a 149,1 sacas, marca que ficou como recorde por nove anos até ser superada em 2025/26.
A média dos dez melhores participantes também evoluiu com força: cresceu 77,3% desde o início da série e chegou a 138,7 sacas por hectare na última safra, resultado 124% acima da média nacional. Desde 2012/13, esse grupo mantém rendimento superior a 100 sacas por hectare.
Na safra 2025/26, 661 produtores auditados superaram 90 sacas por hectare. Na primeira edição, apenas o campeão havia atingido esse patamar. O número de participantes também cresceu muito: começou com 140 produtores em 2008/09 e atingiu o recorde de 6.500 inscritos em 2022/23, mesma temporada em que 2.019 consultores participaram. Na última safra, os inscritos somaram mais de 4 milhões de hectares, o equivalente a entre 10% e 15% da área brasileira dedicada à soja.
A trajetória é apresentada por Décio Luiz Gazzoni, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e sócio-fundador do CESB, e João Vitor Ganem, coordenador técnico da entidade.
Fonte: Portal Agroneg.




