
O mercado brasileiro de frango registrou estabilidade nos preços do atacado e do animal vivo durante a semana, mas o cenário ainda é de cautela. A elevada disponibilidade interna e o consumo mais fraco na segunda quinzena de agosto mantêm a perspectiva de queda nas cotações, especialmente no Nordeste, onde o mercado está mais fragilizado.
Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, ajustes nos alojamentos serão importantes para reduzir a oferta futura e evitar uma queda mais acentuada nos preços pagos ao produtor. Os custos com milho e farelo de soja seguem como uma das principais preocupações do setor. A possível ocorrência de um El Niño de forte intensidade pode afetar lavouras, reduzir a disponibilidade desses grãos e aumentar os custos de ração, pressionando ainda mais as margens dos avicultores.
No atacado paulista, os cortes congelados permaneceram estáveis: o peito ficou em R$ 8,10 o quilo, a coxa em R$ 6,50 e a asa em R$ 11,50. Nos cortes resfriados, o peito foi negociado a R$ 8,20, a coxa a R$ 6,60 e a asa a R$ 11,60. O frango vivo também não teve mudanças: em São Paulo, o quilo ficou em R$ 5; no Ceará, R$ 5,50; em Pernambuco, R$ 6; e no Pará, R$ 6,40.
Do lado positivo, as exportações continuam sendo o principal fator de sustentação do mercado. Nos primeiros 15 dias úteis de agosto, o Brasil faturou US$ 673,768 milhões com embarques de carne de aves, com receita média diária de US$ 44,917 milhões — avanço de 44,1% na comparação com agosto de 2025. Foram exportadas 337,901 mil toneladas no período, com crescimento de 26,6% na quantidade média embarcada. O preço médio ficou em US$ 1.994 por tonelada, 13,8% acima do registrado no mesmo mês do ano anterior, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A Safras & Mercado avalia que o Brasil pode superar 5,65 milhões de toneladas exportadas de frango em 2026.
Fonte: Portal Agroneg.




