
O mercado internacional do açúcar encerrou a sexta-feira (21) com desempenho misturado nas bolsas de Nova York e Londres. Na ICE Futures U.S., em Nova York, o contrato de outubro de 2026 do açúcar bruto avançou 0,09 centavo e fechou a 17,61 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento de março de 2027 subiu 0,03 centavo, a 18,53 centavos, e maio de 2027 também avançou 0,03 centavo, a 18,10 centavos. Os contratos com prazo mais longo, porém, recuaram entre 0,01 e 0,11 centavo, de acordo com dados da CZ App.
Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco teve comportamento irregular. O contrato de outubro de 2026 caiu US$ 0,60, fechando a US$ 551,60 por tonelada. Já dezembro de 2026 subiu US$ 3,70, a US$ 544 por tonelada, e março de 2027 avançou US$ 3,30, a US$ 540 por tonelada.
No mercado físico brasileiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal branco, referente ao estado de São Paulo, ficou estável em R$ 104,37 a saca de 50 quilos, equivalente a US$ 20,10. No acumulado de agosto, porém, o produto registra valorização de 14,07%.
Os fundamentos que sustentam o mercado são variados. A Conab estima produção brasileira de 42,9 milhões de toneladas na safra 2026/27, queda de 2,9% em relação à temporada anterior. A Índia autorizou a importação de 1 milhão de toneladas sem tarifa até 31 de outubro para ampliar a disponibilidade interna. Na Europa, a seca nas lavouras de beterraba preocupa. Na avaliação de Marcelo Di Bonifacio Filho, analista de açúcar da StoneX, as condições climáticas podem levar o bloco europeu a ampliar suas importações. O fortalecimento do El Niño também aumenta as incertezas sobre as próximas safras. Segundo análise repercutida pelo Barchart, o cenário de menor disponibilidade global segue favorável às cotações.
Fonte: Portal Agroneg.




