
O mercado de açúcar teve um agosto de contrastes: enquanto as bolsas internacionais recuaram na sexta-feira, dia 28, o preço do açúcar cristal branco no Brasil continuou subindo. O Indicador Cepea/Esalq, referência do mercado de São Paulo, fechou o dia com a saca de 50 quilos cotada a R$ 112,06, alta de 1,33% na sessão. No acumulado de agosto, a valorização chegou a 22,47%. Em dólar, a referência ficou em US$ 21,54 por saca.
Em Nova York, o contrato de açúcar bruto com vencimento em outubro de 2026 caiu 0,63 centavo e fechou a 17,56 centavos de dólar por libra-peso. O de março de 2027 recuou 0,61 centavo, para 18,58 centavos. Em Londres, o açúcar branco também cedeu: o vencimento outubro de 2026 perdeu US$ 9,90 e encerrou a US$ 514,40 por tonelada. Na sessão anterior, os contratos haviam chegado às maiores cotações em mais de 16 e 17 meses, respectivamente.
A baixa foi uma realização de lucros após semanas de forte valorização, mas o mercado segue preocupado com a oferta global. A União Europeia pode produzir 19% menos açúcar do que no ciclo anterior, chegando a 13,4 milhões de toneladas, segundo o Observatório do Mercado de Açúcar do bloco. As consultorias Green Pool, StoneX, Covrig e Czarnikow revisaram suas projeções e agora apontam para déficit global na temporada 2026/27, com estimativas que variam de 100 mil a 3,2 milhões de toneladas. No Brasil, o maior direcionamento da cana para a produção de etanol pode reduzir o volume de açúcar disponível para exportação, fator que o mercado também acompanha de perto.
Fonte: Portal Agroneg.




