
Os preços da soja no Brasil atingiram o maior nível nominal desde abril de 2023. Os indicadores CEPEA/ESALQ Paranaguá e CEPEA/ESALQ Paraná chegaram aos maiores valores diários desse período, impulsionados pela demanda firme das indústrias brasileiras, que aumentaram as compras para recompor estoques, e pela continuidade das aquisições da China no mercado internacional.
Os produtores brasileiros estão seletivos e preferem aguardar novas altas antes de liberar maiores volumes, especialmente diante das incertezas sobre a oferta mundial na temporada 2026/27 e da possibilidade de impactos do El Niño em regiões produtoras. Essa postura reduz a oferta no mercado spot e mantém os negócios limitados.
Em Paranaguá, no Paraná, a saca de 60 quilos subiu de R$ 153,50 para R$ 155. No porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, houve leve recuo de R$ 155 para R$ 154,50. No interior gaúcho, Ijuí registrou alta de 0,69%, com a saca a R$ 145. Cruz Alta e Santa Rosa ficaram próximas de R$ 147, e Passo Fundo em torno de R$ 145 a R$ 146,50. Em Santa Catarina, São Francisco também registrou referências firmes, segundo a matéria.
No mercado internacional, a China adquiriu cerca de 1,4 milhão de toneladas da safra nova dos Estados Unidos em uma semana, com compradores chineses respondendo por cerca de metade desse volume. Segundo o Grupo Labhoro, a China já teria comprado aproximadamente 10 milhões das 25 milhões de toneladas de soja mencionadas durante reunião bilateral entre os dois países.
A Pro Farmer divulgou estimativa de safra recorde nos EUA, superior a 124 milhões de toneladas, o que pressiona as cotações em Chicago. Na segunda-feira (24), após alta de mais de 3% na semana anterior, os contratos da soja recuavam, com novembro de 2026 negociado a US$ 12,34 por bushel. O milho subiu quase 3% em Chicago após a Pro Farmer estimar produção norte-americana bem abaixo da projeção do USDA, oferecendo sustentação indireta à soja. O dólar comercial operava com leve alta de 0,14%, cotado a R$ 5,1495.
Fonte: Portal Agroneg.




