
O mercado brasileiro de carne suína está em dificuldade. O excesso de oferta derruba os preços e a demanda interna não reage o suficiente para mudar o quadro. Segundo Allan Maia, analista da Safras & Mercado, os frigoríficos estão cautelosos na hora de pagar pelos animais, porque a disponibilidade está confortável para o ritmo atual de abate.
O preço médio nacional do suíno vivo caiu de R$ 4,87 para R$ 4,85 por quilo. No atacado, a média dos cortes de carcaça recuou de R$ 7,73 para R$ 7,61 por quilo. O pernil ficou estável em R$ 9,59. Em São Paulo, a arroba caiu de R$ 97 para R$ 96. Em Minas Gerais, o quilo vivo no interior passou de R$ 5,15 para R$ 5,00, e no mercado independente de R$ 5,30 para R$ 5,20. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o quilo vivo caiu de R$ 5,10 para R$ 5,05.
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiânia registraram estabilidade nas cotações. Parte dos suinocultores opera com margens negativas, situação mais grave para os produtores independentes. Os custos com milho e farelo de soja, principais ingredientes da ração, aumentam ainda mais a pressão financeira.
Do lado positivo, as exportações cresceram 10,5% nos primeiros dez dias úteis de agosto em relação ao mesmo período de 2025, com 56,568 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 134,893 milhões. Mas o preço médio por tonelada caiu 7,6%, chegando a US$ 2.384,60. Mesmo com o bom ritmo de embarques, o volume ainda não foi suficiente para reduzir a oferta interna e melhorar as cotações para o produtor.
Fonte: Portal Agroneg.




