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Notícias/POLÍTICA28/08/2026· KF News

PF diz que lobista Roberta Luchsinger pediu a Marcola que pressionasse Ministério da Saúde a comprar kits de teste de dengue

A Polícia Federal aponta que a lobista Roberta Luchsinger pediu ao então chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, que pressionasse o Ministério da Saúde a comprar kits de teste de dengue. As informações foram publicadas pelo jornalista José Marques, da Folha de S. Paulo, em 27 de agosto de 2026.

As negociações aconteceram entre o fim de 2024 e o 1º semestre de 2025. Antes dos kits, Luchsinger tentava fechar um contrato com o Ministério da Saúde para venda de produtos à base de canabidiol. Com dificuldades nesse caminho, ela passou a tentar viabilizar a venda dos kits de teste de dengue. Nenhum dos dois contratos foi assinado.

Em mensagens apreendidas, a lobista pediu agilidade para a compra. Numa conversa de 21 de novembro de 2025, ela falou por telefone com Marcola e em seguida enviou documentos sobre detecção sanguínea da dengue. No dia 22, escreveu a Marcola: "To com Fabio aqui. Tem que deixar claro que é kit de teste tá. Não eh vacina. Vacina vamos buscar. E esse aí é o kit teste pra saber se tem dengue." O Fabio citado é Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente.

Segundo a PF, Luchsinger queria que Marcola pressionasse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger do Nascimento Barbosa, o Berger, para fechar tanto os contratos dos kits quanto os de canabidiol. Em 27 de janeiro de 2025, a lobista disse a um interlocutor de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, que era preciso "correr para o Berger comprar isso logo".

As tratativas aconteceram no mesmo período em que Luchsinger pagou diversas despesas de Marcola. O valor exato não é conhecido, mas estima-se algo em torno de R$ 80 mil. Marcola disse que foi um "empréstimo pessoal" e que não há nada ilegal, sem revelar o montante.

A defesa de Marcola negou que ele tenha intermediado qualquer negociação ou encaminhado documentos referentes a compras no âmbito do Ministério da Saúde, da Anvisa ou de qualquer outro órgão federal. A defesa também criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" e afirmou que não tem acesso à íntegra do inquérito. A defesa de Lulinha disse que não sabe a que se refere a menção ao nome dele nas mensagens e que não pode atestar a autenticidade delas. As defesas de Luchsinger e de Berger não responderam ao contato da Folha.

Fonte: Poder360