
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Arena, autorizada pela 4ª Vara Federal da Paraíba, para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligado à exploração de apostas esportivas e jogos de azar. Os agentes cumprem 17 mandados de busca e apreensão, com quebra de sigilo bancário e telemático e sequestro de até R$ 1,1 bilhão nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
O principal alvo da operação é a PixBet, empresa que já foi patrocinadora de times como Flamengo, Santos e Vasco. A investigação aponta que o grupo teria usado estruturas no exterior para simular que as atividades eram geridas de fora do Brasil, enquanto a gestão real acontecia em território nacional. Um ponto crítico identificado é a PixStar, apontada como empresa fantasma com sede na ilha de Curação, no Caribe, que teria recebido pagamentos da PixBet.
A casa do advogado Nelson Wilians, no Jardins, em São Paulo, foi alvo de busca e apreensão. Ele consta como advogado da PixBet em uma ação na Justiça Federal da Paraíba. Esta é a segunda operação contra Wilians em menos de um mês. Em 15 de julho, ele já havia sido alvo da Operação Distrato, que investiga um esquema de fraude de R$ 3,8 bilhões em créditos de ICMS envolvendo 752 empresas.
A Operação Arena é uma parceria entre a PF, a Receita Federal e o Ministério Público Federal. A Receita participa com 40 auditores fiscais e analistas tributários. Segundo a Receita, empresas no exterior teriam sido usadas para justificar remessas internacionais de dinheiro sem atividade econômica real que justificasse os valores.
A defesa de Wilians, por meio do advogado Santiago Schunck, afirmou que a relação do escritório com a PixBet é estritamente profissional e que a atuação se limita ao exercício regular da advocacia.
Fonte: CNN




