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Notícias/POLÍTICA04/09/2026· KF News

PF aponta diferença de prazo: Mendonça levou 9 dias no caso Wagner e 75 no caso Castro

Um relatório de inteligência da Polícia Federal revelou que o ministro André Mendonça, do STF, levou tempos muito diferentes para analisar medidas envolvendo políticos. No caso do senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, a decisão veio em 9 dias. Já no caso do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL, o prazo foi de 75 dias.

Segundo o documento, a medida contra Wagner foi apresentada em 8 de junho e decidida em 17 do mesmo mês. Já a primeira medida contra Castro foi entregue em 11 de março e só recebeu decisão em 25 de maio. Uma segunda medida contra Castro, apresentada em 30 de maio, foi decidida 46 dias depois, em 15 de julho, e foi indeferida mesmo com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. O levantamento ainda cita o caso do senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí, que levou 29 dias para ser analisado.

O caso de Wagner está ligado às investigações sobre o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. O senador nega irregularidades e diz que sua relação com Vorcaro era praticamente inexistente. A própria PF, no entanto, classifica a conclusão sobre possível favorecimento como de baixa confiança, pois a amostra é pequena e fatores como a complexidade dos casos e o tempo na PGR podem influenciar os prazos.

O relatório veio a público em meio ao conflito aberto entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça pelas investigações do Banco Master. Na quinta-feira, Moraes encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido para que Mendonça seja investigado por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, no âmbito do inquérito das fake news. Moraes afirma que houve quebra de imparcialidade e favorecimento a grupos políticos, citando ainda suposto direcionamento de investigações contra ele próprio e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A reação de Moraes aconteceu dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF com mensagens do celular de Vorcaro, que cita conversas com Moraes e outras autoridades. Fachin abriu um procedimento e deu cinco dias para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos.

Fonte: Jovem Pan