
Pesquisadores do Instituto Proshark e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, descobriram que a costa do Rio de Janeiro abriga um berçário de tubarões ameaçados de extinção. O estudo foi publicado na revista Brazilian Journal of Biology no dia 14 de agosto. A região reúne manguezais, enseadas protegidas e costões rochosos, que oferecem abrigo e alimento para fêmeas grávidas e filhotes. Os animais foram monitorados com rastreadores de satélite e também capturados, medidos e soltos de volta no mar. Seis fêmeas de três espécies foram analisadas: o tubarão-rotador, o tubarão-galha-preta e o tubarão-mangona. Essas fêmeas foram pegas acidentalmente em atividades de pesca na região e passaram por exames que avaliaram o número de embriões, o conteúdo vitelino e o estágio de desenvolvimento dos filhotes. Segundo a bióloga Fernanda Lana, presidente do Instituto Proshark e autora responsável pelo estudo, as fêmeas utilizam a região em diferentes fases da gestação, o que reforça que o complexo Ilha Grande-Sepetiba pode ser essencial para todo o ciclo reprodutivo dessas espécies. Os pesquisadores apontam que definir a área como berçário é fundamental para orientar políticas públicas de proteção. Os dados já contribuíram para reconhecer a Enseada de Piraquara de Fora como uma Área Importante para Tubarões e Raias pela União Internacional para a Conservação da Natureza, a IUCN. Pesquisas futuras com drones, rastreadores satelitais e acústicos devem identificar áreas de berçário primário e rotas migratórias para proteger melhor esses animais.
Fonte: Metropoles




