
O mercado do boi gordo fecha a semana com preços firmes e estáveis nas principais praças pecuárias brasileiras. A oferta limitada de animais terminados continua sendo o principal fator de sustentação da arroba, dando poder de negociação aos pecuaristas e impedindo quedas mais expressivas, mesmo com a demanda doméstica mais fraca na segunda quinzena de agosto.
Em São Paulo, na quinta-feira (13), os preços permaneceram estáveis segundo levantamento da Scot Consultoria. O boi gordo sem padrão-exportação estava em R$ 350 por arroba, o boi China em R$ 352/@, a vaca gorda em R$ 325/@ e a novilha terminada em R$ 337/@, em valores brutos e a prazo. Os frigoríficos mantiveram postura cautelosa, comprando apenas o necessário para sustentar o abate, com programações em torno de oito dias. A Agrifatto aponta que as escalas nacionais estavam, em média, em seis dias úteis. No Paraná, a arroba avançou R$ 2 na comparação diária. No Pará, os preços ficaram estáveis, mas a oferta enxuta seguiu dificultando a formação das escalas.
No mercado futuro, o contrato de boi gordo com vencimento em outubro de 2026 encerrou a sessão de quarta-feira (12) em R$ 360,20/@, com alta de 0,18% e terceiro avanço consecutivo. A Agrifatto destaca que a sequência de altas reforça a percepção de firmeza para a arroba, mas ressalta que os preços da B3 não representam necessariamente uma antecipação de novas altas no mercado físico.
Nas exportações, as vendas brasileiras de carne bovina in natura somaram 52,4 mil toneladas na primeira semana de agosto, com média diária 17,9% abaixo de agosto de 2025. O preço médio, porém, subiu 10,5%, chegando a US$ 6,2 mil por tonelada. A China, principal compradora, já havia usado 90% da cota anual com tarifa de 12%. Em julho, os embarques para o país asiático caíram 47%, para 85,8 mil toneladas. Em contrapartida, Chile, União Europeia e Estados Unidos ampliaram as compras. No acumulado de janeiro a julho, o Brasil exportou 1,969 milhão de toneladas, alta de 9,9%, com receita de US$ 11,43 bilhões, crescimento de 28,3%.
Fonte: Portal Agroneg.




