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Notícias/POLÍTICA13/08/2026· KF News

OEA assina acordo para observar eleições presidenciais do Brasil em outubro de 2026

A Organização dos Estados Americanos, a OEA, e o governo brasileiro assinaram em Washington um acordo que garante as condições para a Missão de Observação Eleitoral da OEA nas eleições de 2026. O documento foi assinado pelo secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, e pelo representante permanente do Brasil junto à organização, o embaixador Benoni Belli.

A missão vai acompanhar o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, e também um eventual segundo turno, previsto para 25 de outubro. Ramdin destacou o tamanho da operação: o Brasil terá quase 160 milhões de eleitores aptos a votar, formando um dos maiores eleitorados do hemisfério.

Para chefiar a delegação, Ramdin escolheu o chileno José Miguel Insulza, que tem décadas de experiência política. Insulza foi ministro das Relações Exteriores do Chile, senador e secretário-geral da própria OEA durante dez anos, entre 2005 e 2015.

Os observadores poderão acompanhar diferentes etapas do processo: a preparação e auditoria das urnas eletrônicas, a votação, a apuração e a totalização dos resultados. Mas observar não significa interferir — quem organiza e conduz a eleição continua sendo a Justiça Eleitoral brasileira. A missão conversa com autoridades, partidos, candidatos e representantes da sociedade civil, analisa o processo e depois apresenta suas conclusões.

Esta será a quinta missão da OEA no Brasil desde 2018. A organização esteve presente nas eleições gerais de 2018 e 2022, e nas municipais de 2020 e 2024. A estreia, em 2018, foi histórica: foi a primeira vez que a OEA enviou uma Missão de Observação Eleitoral para uma eleição brasileira.

Em missões anteriores, os especialistas da OEA já analisaram aspectos como segurança das urnas eletrônicas, financiamento político, participação de mulheres e grupos sub-representados, liberdade de expressão e combate à desinformação. Ao final de cada processo, a organização produz um relatório com conclusões e recomendações. O embaixador Belli destacou que essas recomendações não tratam apenas da organização da eleição, mas também da apuração dos votos.

Fonte: Jovem Pan