
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou no domingo, 6 de setembro de 2026, o primeiro episódio de uma série sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A série se chama "O Dossiê Lulinha — EP 01: O Ronaldinho dos Negócios" e tem 3 minutos e 26 segundos. Nikolas afirmou que a série terá 7 capítulos e vai abordar personagens, empresas e episódios ligados aos negócios de Lulinha.
No episódio, Nikolas começa em 2004, quando Lulinha criou a GameCorp, empresa de conteúdo para TV por assinatura, telefonia e internet. Ele retoma uma investigação da Lava Jato que apontava repasses do grupo Oi/Telemar a empresas ligadas à GameCorp, que teriam somado R$ 132 milhões entre 2004 e 2016. Segundo a investigação, o grupo Oi/Telemar teria respondido por 74% dos valores recebidos pela empresa no período. O Ministério Público Federal investigou suspeitas de pagamentos sem justificativa econômica e de serviços que não teriam sido efetivamente prestados. As apurações também buscaram identificar possíveis relações entre os recursos e outros negócios envolvendo pessoas próximas a Lula, incluindo uma possível ligação com a compra do sítio de Atibaia (SP). O próprio Nikolas ressaltou no vídeo que Lula não foi condenado nesse caso.
A investigação da Lava Jato citada foi arquivada em 2022, após decisões judiciais que invalidaram as provas. Sem esse material, o Ministério Público considerou não haver elementos suficientes para continuar. Nikolas reconhece no vídeo que os casos foram anulados ou arquivados, mas argumenta: "Legalmente, acabou. Politicamente, as perguntas ficaram." O deputado encerrou o episódio ligando as antigas investigações sobre a GameCorp a apurações mais recentes que mencionam Lulinha e empresas interessadas em negócios com o governo. Atualmente, Lulinha vive na Espanha, fato que não é apresentado no episódio como irregularidade.
O advogado de Lulinha, Marcos Aurélio de Carvalho, afirmou ao Poder360 que Nikolas "manipula dados da realidade" e classificou a série como estratégia para atacar adversários, chamando a iniciativa de "fruto do desespero de quem sabe que não tem um projeto ou um programa de governo para apresentar ao país". Nikolas é aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, que também tem usado críticas a Lulinha na campanha eleitoral.
Fonte: Poder360




