
Os nematoides são vermes microscópicos que vivem no solo e atacam as raízes das plantas, comprometendo a absorção de água e nutrientes. Presentes em praticamente todas as regiões agrícolas do Brasil, eles afetam culturas de grande importância econômica, como soja, milho, algodão, feijão e cana-de-açúcar. Estudos do setor apontam que as perdas provocadas por essas pragas ultrapassam dezenas de bilhões de reais por safra no país.
Como a infestação começa abaixo da superfície, os danos nem sempre são percebidos rapidamente. Na parte aérea da planta, os sintomas — como amarelecimento das folhas, plantas de baixo desenvolvimento e manchas irregulares na lavoura, chamadas de reboleiras — podem ser confundidos com estresse hídrico, compactação do solo ou falta de nutrientes. Para confirmar a presença da praga, é preciso observar as raízes e realizar análises em laboratório.
Cibele Medeiros, mestre em Agronomia e gerente de Portfólio Biológico da Nitro, explica que quando o produtor percebe os sinais visíveis na planta, a raiz já está severamente comprometida. Segundo ela, o problema não se limita à perda de sacas na safra atual: sem controle, pode degradar o potencial produtivo da propriedade por vários anos.
Entre as espécies de maior impacto estão o nematoide-das-lesões-radiculares, os nematoides-das-galhas e o nematoide-do-cisto-da-soja. O controle começa com a diagnose correta, por meio de análise nematológica do solo e das raízes, para identificar as espécies presentes e o nível de infestação em cada talhão.
Especialistas recomendam o Manejo Integrado de Nematoides, que combina diagnóstico laboratorial, uso de cultivares resistentes, aplicação de bionematicidas, rotação com culturas não hospedeiras, monitoramento frequente e higienização rigorosa de máquinas e implementos agrícolas. O cuidado com tratores e colheitadeiras é essencial, pois partículas de solo contaminado presas nos pneus podem levar a praga a áreas ainda livres do problema.
Fonte: Portal Agroneg.




