
O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil contra o candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, e contra o Movimento Brasil Livre. A ação tem como base três vídeos publicados nos perfis do Instagram de Renan, quando ele ainda era pré-candidato, e do MBL. Os vídeos tratavam de uma ocupação feita por indígenas no terminal da empresa Cargill, em Santarém, no Pará. O protesto dos indígenas era contra medidas de desestatização de hidrovias amazônicas.
Segundo o MPF, nos vídeos Renan usou termos como "malandros", "vagabundos" e "picaretas" para se referir aos indígenas. Também teria negado a identidade étnica deles ao dizer que ia "acabar com essa farra de qualquer um falar que é índio, falar que qualquer região aqui é reserva indígena". O MPF afirma ainda que houve apelo para que terceiros se mobilizassem contra os indígenas.
A ação pede três coisas: o pagamento de R$ 500 mil de indenização por danos morais coletivos em favor dos povos do Baixo Tapajós, a remoção dos vídeos dos perfis @renansantosmbl e @mblivre, e uma retratação pública em vídeo a ser divulgada nas mesmas contas do Instagram.
Em resposta, Renan enviou um vídeo à imprensa chamando a ocupação da Cargill de "ato político criminoso" e a ação do MPF de "bizarra". Ele manteve o discurso das postagens e afirmou que, se eleito presidente, "essa farra vai acabar, tanto para o Ministério Público, quanto para ONG vagabunda, quanto para supostas tribos indígenas".
Fonte: Poder360




