
O motorista do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad, Alessandro Caseri, prestou depoimento nesta segunda-feira, dia 17, e manteve a versão de que policiais militares pararam na frente do carro dele, apontaram uma lanterna para o interior do veículo e mandaram ele ir embora. O episódio teria ocorrido na noite do dia 11, logo depois que ele deixou o candidato em casa. O local era em frente a um hotel na rua Joinville, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.
Na versão de Alessandro, os PMs já haviam apontado lanternas para o interior do carro dele em duas oportunidades, com poucos minutos de diferença. Ele contou que um dos policiais teria dito "olha o carro" e, em seguida, outro teria mandado ele "vaza". Após o ocorrido, o motorista enviou uma mensagem a um assessor de Haddad dizendo que estava se sentindo monitorado e que havia sido seguido por uma viatura da PM. Essa mensagem foi enviada às 22h41, segundo o site Metrópoles.
O ponto central de contradição levantado pela investigação é o horário. Alessandro disse que saiu do local por volta das 23h09, mas câmeras de segurança captaram o carro dele na Avenida 23 de Maio e na Radial Leste às 22h34. Na filmagem em frente ao hotel, o carro aparece deixando o local por volta das 22h26. A Secretaria de Segurança Pública afirmou que as imagens não condizem com a versão apresentada. O governador Tarcísio de Freitas disse que as imagens não mostram nada e que o caso teria sido uma falsa comunicação. Alessandro afirmou que não pretende acusar os PMs de abuso de poder e que não registrou boletim de ocorrência. Ele pediu ainda que a polícia verifique outra câmera, na rua Victor Brecheret, que teria gravado a abordagem.
Fonte: Jovem Pan




