
Um estudo publicado em 22 de julho na revista BMC Public Health revelou que pessoas que moram perto de jardins e parques tendem a ter menos risco de desenvolver diabetes tipo 2. A pesquisa acompanhou mais de 400 mil participantes do Reino Unido por cerca de 15 anos, cruzando dados de saúde com informações sobre a presença de áreas verdes perto das residências.
Os números mostram que quem tinha jardins privados maiores a até 100 metros de casa teve uma chance 6,8% menor de desenvolver a doença em comparação com quem tinha menos acesso a esse tipo de espaço. Já moradores de regiões com quatro ou mais parques apresentaram probabilidade 5,7% menor. A distância até esses locais, porém, não pareceu fazer diferença relevante nos resultados.
O estudo é observacional, ou seja, não prova que as áreas verdes, por si só, evitam a diabetes. Os próprios autores apontam possíveis explicações: quem tem mais acesso a parques tende a praticar mais atividade física — pesquisas anteriores indicam uma média de cerca de 24 minutos a mais de exercício por semana. Além disso, estar ao ar livre pode contribuir para a produção de vitamina D, para o bem-estar mental e para o contato com microrganismos ambientais.
Os pesquisadores também destacam uma desigualdade importante: pessoas com menor renda e escolaridade costumam ter menos acesso a espaços verdes e, ao mesmo tempo, apresentam maior risco de diabetes tipo 2. Com moradias cada vez mais compactas e jardins privados menos comuns, os autores reforçam a necessidade de incluir parques e áreas verdes no planejamento urbano como forma de melhorar a saúde da população a longo prazo.
Fonte: Metropoles - Saúde




