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Notícias/POLÍTICA14/08/2026· KF News

Moraes vota para tornar réus Bacellar, TH Joias e desembargador por obstrução de investigação sobre o Comando Vermelho

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou para tornar réus cinco pessoas acusadas de vazar informações e prejudicar a Operação Zargun, deflagrada em 3 de setembro de 2025 pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro, com participação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil. A operação mirava uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, investigada por tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro.

Os cinco denunciados pela PGR são: Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj; Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, ex-deputado estadual; o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, que era relator das investigações no TRF-2; Jéssica de Oliveira Santos; e Thárcio Nascimento Salgado, assessor parlamentar de TH Joias.

Segundo a PGR, Júdice teria revelado a Bacellar, no dia 2 de setembro, véspera da operação, informações sigilosas sobre as medidas cautelares que seriam cumpridas. Os dois se encontraram naquela data, e Bacellar confirmou por WhatsApp que estava em um jantar com o desembargador. Bacellar teria então avisado TH Joias, que passou a esvaziar sua residência. Durante o processo, TH Joias enviou a Bacellar um vídeo de dois freezers perguntando se deveria retirar os itens. Bacellar respondeu: "deixa doido". A PGR interpreta a troca como prova de que Bacellar sabia da operação.

TH Joias ainda trocou de celular durante a retirada de objetos de sua casa. Thárcio, por sua vez, teria escondido o ex-deputado em seu apartamento e, após ter o celular apreendido pela PF, bloqueou remotamente o aparelho para impedir o acesso à perícia. Moraes afirmou que há indícios suficientes de autoria e materialidade e rejeitou os argumentos das defesas de Bacellar e Júdice sobre competência do STF e falta de justa causa. O recebimento da denúncia não representa condenação — o processo segue agora para a fase de instrução, onde acusação e defesa poderão produzir provas.

Fonte: Jovem Pan