
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou nesta terça-feira (25) o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro a visitarem Filipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais do governo Jair Bolsonaro. Martins foi condenado pelo STF a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022 — uma das penas mais altas aplicadas nos julgamentos relacionados à trama golpista.
Carlos Bolsonaro está autorizado a visitar Martins no domingo (30), das 13h às 14h30. Flávio Bolsonaro poderá ir no dia 5 de setembro, no mesmo horário. A decisão também liberou as visitas de Barbara Destefani, no sábado (29), e de Ricardo Arruda, em 6 de setembro. Todas as visitas devem respeitar as regras da Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná, onde Martins está preso.
A autorização ocorreu logo após uma decisão da Justiça dos Estados Unidos sobre os registros migratórios usados, em 2024, no processo que levou à prisão preventiva de Martins. Em audiência na Flórida, o juiz federal Gregory A. Presnell afirmou que houve o lançamento de uma entrada falsa nos registros da Patrulha de Fronteira americana relacionada ao ex-assessor, causando a ele "dano considerável". O juiz determinou que o governo dos EUA avance na apuração de como o registro foi inserido e por quem.
Martins ficou cerca de seis meses preso preventivamente em 2024, sob suspeita de ter viajado aos Estados Unidos com Jair Bolsonaro no fim de 2022. A defesa sempre negou isso, sustentando que o registro migratório havia sido inserido indevidamente no sistema americano. De acordo com as investigações, Martins teria participado de reuniões e auxiliado na elaboração da chamada "minuta do golpe", atuando como um dos articuladores para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: CNN




