
O ministro do STJ Carlos Pires Brandão negou o pedido de soltura dos três ex-sócios da fintech Naskar Gestão LTDA.: Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, mais conhecido como Maurício Jahu. O trio está preso há um mês em São Paulo e é acusado de sumir com R$ 900 milhões de mais de 3 mil clientes espalhados pelo Brasil.
O advogado do trio, Celso Vilardi, contestou uma decisão de um desembargador do TJDFT. Mas o ministro Carlos Pires entendeu que a defesa pulou uma etapa obrigatória ao recorrer direto ao STJ sem antes passar pelo crivo de um órgão colegiado do tribunal de origem.
A Naskar prometia retorno de 2% ao mês — bem acima do mercado — e atuou por 13 anos sem problemas. Em maio, parou de pagar os rendimentos e os clientes ficaram sem resposta. Um dos clientes, que captou 135 investidores com R$ 47 milhões aplicados, disse ao Metrópoles: "A minha vida acabou." Entre as vítimas no Distrito Federal estão um empresário com R$ 3,9 milhões investidos, um bancário com R$ 2,3 milhões e um aposentado com R$ 1 milhão.
Maurício Jahu é ex-atleta de vôlei, teve passagem pela Seleção Brasileira nos anos 1980 e trabalhou na ESPN Brasil por cerca de 20 anos. Marcelo Arantes é sócio-administrador de outras três empresas além da Naskar. Rogério Vieira comanda duas companhias do ramo financeiro.
O novo dono da fintech, Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, está foragido em Dubai. Ele fugiu em 15 de julho, mesmo com mandado de prisão preventiva expedido pelo TJMG desde 1º de julho, por liderar um desvio de R$ 60 milhões da Zema Financeira. Antes de fugir, Douglas havia passado a fintech para o nome de sua avó, Célia Fátima Ferreira, uma idosa de 77 anos com Alzheimer. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Fonte: Metropoles




