
O preço do milho avançou nesta terça-feira (18) nas bolsas internacionais e no Brasil. Em Chicago, o contrato com vencimento em setembro de 2026 era negociado a US$ 4,67 por bushel, com alta de 2,25 pontos. Os vencimentos de dezembro de 2026 e de março e maio de 2027 também subiram, chegando a US$ 4,92, US$ 5,07 e US$ 5,15 por bushel, respectivamente.
A alta foi impulsionada pela piora das condições das lavouras americanas. De acordo com o relatório semanal do USDA, apenas 60% das áreas de milho estavam classificadas como boas ou excelentes até domingo (16), queda de um ponto em relação à semana anterior e bem abaixo dos 72% registrados no mesmo período de 2025.
O clima segue irregular nas principais regiões produtoras dos EUA. Alertas de calor extremo foram emitidos para partes de Oklahoma e do Arkansas, enquanto o centro de Illinois enfrenta risco de tempestades severas, com possibilidade de transbordamento de rios e rajadas de vento.
No Brasil, os contratos futuros na B3 encerraram a segunda-feira (17) em alta. O vencimento setembro de 2026 fechou a R$ 70,57 por saca, novembro a R$ 75,63 e janeiro de 2027 a R$ 78,09. Mesmo assim, o mercado físico permanece com baixa liquidez. Segundo a TF Agroeconômica, os produtores estão pouco dispostos a vender no mercado imediato, o que limita as negociações.
Nas exportações, o Brasil embarcou 2,216 milhões de toneladas nos primeiros dez dias úteis de agosto, o equivalente a 32,36% do volume exportado em todo o mês de agosto de 2025, que foi de cerca de 6,85 milhões de toneladas. O preço médio de exportação subiu 9,5%, chegando a US$ 216,80 por tonelada. O país enfrenta concorrência dos EUA e da Argentina nos mercados internacionais.
Nos estados brasileiros, os preços variam bastante. No Rio Grande do Sul, as cotações ficam entre R$ 58 e R$ 63 por saca, com o plantio do milho de verão começando em ritmo lento por causa do excesso de chuvas. No Paraná, a colheita da segunda safra atingiu 60% da área. No Mato Grosso do Sul, os preços ficam entre R$ 48 e R$ 50 por saca, com a demanda das indústrias de bioenergia ajudando a segurar os preços.
Segundo o Cepea, a limitação da oferta, os atrasos na colheita e as preocupações climáticas ajudam a sustentar as cotações no país. A tendência do mercado dependerá principalmente das condições das lavouras nos EUA, do ritmo da colheita brasileira e da evolução das exportações ao longo de agosto.
Fonte: Portal Agroneg.




