
O mercado de milho abriu setembro com boas notícias para quem produz no Brasil. Na B3, os contratos futuros operaram em alta na quarta-feira, dia 2. Por volta das 9h42, o vencimento de setembro de 2026 estava sendo negociado a R$ 72,38 por saca, com alta de 0,18%. Janeiro de 2027 avançava para R$ 81,95, e março de 2027 subia para R$ 83,95. Na sessão anterior, setembro de 2026 havia fechado a R$ 72,18, com valorização de R$ 1,12 no dia.
Em Chicago, o clima foi diferente. Os contratos futuros do milho recuaram por conta da realização de lucros. Por volta das 9h26, o vencimento de setembro de 2026 estava a US$ 5,14 por bushel, queda de 7,25 pontos. Dezembro recuava 8,50 pontos, para US$ 5,37. Investidores especulativos aproveitaram os níveis altos para fechar posições. A queda do petróleo e o dólar mais forte lá fora também limitaram as cotações.
No mercado físico brasileiro, os preços ficaram firmes, mas os negócios foram pontuais. Os produtores seguem segurando o milho, esperando preços ainda melhores. Em Santos, a saca foi cotada entre R$ 72 e R$ 74. Em Campinas, entre R$ 73 e R$ 74. Em Cascavel, no Paraná, as cotações ficaram entre R$ 64 e R$ 65. Em Uberlândia, Minas Gerais, entre R$ 63,50 e R$ 65. Em Rio Verde, Goiás, entre R$ 61 e R$ 65.
No Paraná, o preço recebido pelo produtor chegou a R$ 56,79 por saca, alta de 7,8% frente à média de julho e avanço de 11% em relação a agosto de 2025. A colheita da segunda safra alcançou 83% da área, e o plantio da primeira safra 2026/27 atingiu 6%.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 50 e R$ 55 por saca. A demanda das indústrias de etanol de milho permanece firme, ajudando a absorver parte da oferta regional. A colheita da segunda safra chegou a 88% da área.
Santa Catarina segue dependente do milho produzido em outras regiões e no Paraguai. O estado consome aproximadamente 8,5 milhões de toneladas por ano, principalmente para aves e suínos, mas produziu apenas 2,67 milhões de toneladas na safra 2025/26. Esse déficit mantém o mercado catarinense sensível aos custos de transporte e à disponibilidade do cereal no Centro-Oeste.
Para as próximas semanas, o mercado deve acompanhar o comportamento de Chicago, do dólar e da paridade de exportação, além do ritmo de vendas dos produtores e da demanda das indústrias de rações e biocombustíveis.
Fonte: Portal Agroneg.




