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Notícias/NEWS07/09/2026· KF News

Milei anuncia sanções contra empresas que exploram petróleo nas Malvinas sem autorização da Argentina

O presidente argentino Javier Milei anunciou planos de apresentar uma legislação para aumentar as penalidades contra empresas que operam nas Ilhas Malvinas sem autorização da Argentina. A medida atinge produtoras de petróleo, acionistas, diretores e fornecedores. Milei apontou o desenvolvimento do campo de petróleo Sea Lion, ao norte das ilhas, como uma ameaça aos interesses argentinos.

As Malvinas são um arquipélago no Oceano Atlântico Sul, a cerca de 500 km do continente argentino e 13.000 km do Reino Unido. O território tem duas ilhas principais — Malvina Oriental e Malvina Ocidental — e mais 778 ilhas menores, com uma população de cerca de 3.660 habitantes, em sua maioria de origem britânica. A economia local é baseada em licenças de pesca, agropecuária e turismo.

A disputa pela soberania tem raízes históricas profundas. A Argentina alega que herdou o território da Espanha após a independência em 1816 e que os britânicos tomaram o controle em 1833 de forma ilegal. O Reino Unido defende que os habitantes das ilhas têm o direito de decidir seu próprio futuro. Em abril de 1982, o governo militar argentino, liderado por Leopoldo Galtieri, invadiu as ilhas. A então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher respondeu com uma força-tarefa naval e recuperou o controle após 74 dias de combate. Morreram 649 argentinos, 255 militares britânicos e 3 moradores das ilhas. A derrota acelerou a queda da junta militar argentina.

Em 2013, um referendo mostrou que 99,8% dos moradores votaram por permanecer sob domínio britânico, com participação de cerca de 92% dos eleitores. A Argentina rejeitou o resultado, argumentando que a população foi instalada no local após 1833. A ONU classifica as Malvinas como território não autônomo e pede negociações pacíficas, sem reconhecer nenhuma das reivindicações como definitiva. A China apoia a posição argentina. Os Estados Unidos, que em 1982 apoiaram o Reino Unido com inteligência e logística, sinalizaram em 2026 estar reavaliando sua posição sobre o tema. Milei, por sua vez, declarou que a Argentina mantém sua reivindicação, mas descartou o uso da força, defendendo a via diplomática.

Fonte: CNN