
A Meta, dona do WhatsApp, anunciou uma mudança na política de preços para empresas que usam a plataforma para atender clientes. A nova regra entra em vigor em 1º de outubro de 2026 e vale para quem usa a API oficial do WhatsApp Business. Hoje, as empresas têm 24 horas para responder mensagens dos clientes sem pagar nada, e só são cobradas quando elas próprias iniciam a conversa. Com a mudança, toda mensagem enviada pela empresa vai custar R$ 0,03, independentemente de quem começou o contato.
O mercado aponta três consequências principais: a cobrança passa a ser por mensagem e não pela interação completa; não há desconto para empresas que enviam grande volume de mensagens; e o prazo para adaptação é curto, com varejistas precisando se planejar até antes da Black Friday e do Natal.
Glauber Santos, cofundador da startup Intelia, disse ao Poder360 que os clientes podem ter aumento médio de 9% a 15% nos custos, chegando a até 7.000% em casos extremos, o que inviabilizaria o atendimento pelo WhatsApp. Roberto Oliveira, CEO da Blip, fala em alta de até 200% para as empresas com maior volume de mensagens e orienta clientes a reduzir mensagens sem prejudicar o atendimento.
Especialistas alertam para risco de abuso de posição dominante. O advogado Matheus Puppe, da Mpuppe&Associados, afirmou ao Poder360 que o WhatsApp tem domínio "quase que absoluto" do mercado brasileiro. Humberto Aillon, da Fipecafi, avalia que o impacto deve ser repassado aos consumidores no curto e médio prazo. Empresas parceiras da Meta, como Agnus Cloud e CoverCut, já orientam clientes a enviar textos maiores de uma só vez ou migrar parte do atendimento para ligações telefônicas e Google Meet.
Fonte: Poder360




